Casa João Moura

Project: 2013-2014 _ Implementation: 2014-2015 _ São Paulo, SP _ Brasil _ Site: 334 m² _ Construction: 250 m² Project Team: André Weigand; Mariana Weigand; Olegário Vasconcelos; Aline Gaspar; Fernanda Castelo Branco; Simone Balaguè; _ Lighting Systems: Reka; Bertolucci; Furniture: Estúdio Bola; Squarefoot; Cremme; _ Artistic Tiles: Lurca; _ Concrete Tiles: Ladrilar; _ Woodwork: Marcos Bucchino; Luciano Santos; _ Flooring: Casa Franceza; Photography: am studio

Foram alguns dias de visita a muitas casas na cidade de São Paulo e nossos amigos saiam decepcionados com as negativas sobre os imóveis pré-selecionados, até o dia em que nos levaram a casa de esquina na Vila Madalena, e eles mesmos já sabiam: - “É essa!”.
Era uma casa tradicional, pequena, telhado de barro e desprotegida para os padrões atuais com ausência de muros, o que se comprovou durante a obra com alguns furtos. A intenção era manter o astral da casa e transformar o jardim que envolvia a casa acompanhando a grande declividade da rua em um local de estar.
Os telhados foram removidos e deram lugar a uma grande laje, em boa parte pré-existente, e o exterior tratado como 3 blocos: social, ligação e íntimo. Os blocos foram definidos por diferentes alturas na platibanda e revestimentos distintos.
O casal costuma receber amigos em casa de maneira informal e aconchegante por isso havia uma necessidade de aumentar a área social que tinha uma pequena sala voltada para rua, longe do jardim com pouca incidência de luz natural.
Essas três necessidades foram solucionadas através dos muros de divisa com a rua. Além da segurança foram usados como arrimo para que o jardim fosse nivelado e recebesse um deck contínuo a suíte principal e como apoio de um deck contínuo a sala, o que possibilitou abrir portas e aumentar a incidência de luz natural. Este simples deck se transformou na “sensação” da casa unindo a amplitude conquistada com uma vivência próxima à cidade. A via onde a casa se encontra é acesso ao metrô e bastante movimentada por pedestres, ciclistas e automóveis. Do deck é possível acompanhar o movimento da cidade como nas antigas varandas de casas no Interior do Estado.
Na extremidade oposta ao deck, cozinha e hall social foram integrados a sala para tornar o interior mais amplo e permeável. Com isso 3 das 4 faces da área social estavam integradas, mas o jardim continuava distante.
A maior interferência estrutural foi feita na área intima. Dois dormitórios foram unificados se transformando na suíte principal. Na extremidade oposta uma ampliação foi feita alinhando os blocos intimo e social. Com isso foi possível criar um novo dormitório e posicionar o escritório, aberto, mas reservado, no eixo da circulação intima fazendo a desejada ligação do jardim localizado nos fundos do lote com a área social.
Agora não há mais barreiras e da sala é possível vislumbrar o verde e o profundo azul que reveste o muro. A quarta face foi aberta e o jardim ganhou sua devida importância junto com a ventilação cruzada e a amplitude visual.
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